 | | Radiotelescópio de Arecibo, em Porto Rico |
|
Por Presciliano dos Santos Neto Fundador do SETIBR
Quando cientistas da Universidade de Berkeley apresentaram à Sociedade Planetária (The Planetary Society), em 1998, a idéia de um projeto que permitiria a participação de voluntários em todo o mundo na ajuda à procura de Inteligência Extraterrestre, estes não tiveram dúvida em fornecer todo o suporte, inclusive financeiro, necessário ao seu desenvolvimento.
Estavam certos.
Hoje, o SETI@home, como foi batizado, é o maior projeto de processamento distribuído do planeta. O software, que recebe pacotes de sinais digitalizados oriundos do rádiotelescópio de Arecibo e os analisa, procurando padrões de sinais de rádio extraterrestres, é utilizado por centenas de milhares de pessoas em todo o mundo, funcionando como um computador gigantesco.
O SETI@home está disponível para diversas plataformas e sistemas operacionais e pode funcionar como um protetor de tela, utilizando o tempo ocioso dos computadores dos voluntários em benefício da ciência.
Uma das características do projeto que certamente contribuiu para a sua popularidade foi a possibilidade de juntar os participantes em equipes, o que permitiu a criação do SETIBR.
Em 1999, com o objetivo de difundir o SETI@home no Brasil, disponibilizei uma página na Internet com informações sobre o funcionamento do projeto, baseado no site oficial. Em pouco tempo, o número de participantes começou a crescer, e foi criada uma lista de discussão para troca de idéias sobre o SETI e assuntos relacionados. Hoje estão disponíveis, no site do SETIBR, http://www.setibr.cjb.net/, dentre outros recursos, a popular Calculadora de Drake.
Atualmente, contamos com a participação de 245 membros, que já processaram quase 40 mil "work units", totalizando o equivalente a mais de 83 anos de processamento.
É muito bom ter a oportunidade de estar em contato com essas pessoas, entusiasmadas com a possibilidade de ajudar a responder à questão "Estamos sós no Universo?".
E nem sequer temos pressa em receber a resposta porque, enquanto isso, seguimos processando nossas unidades, aprendendo, ensinando, trocando idéias e fazendo amigos.

|